EVANGELHO DO DOMINGO (26/06): Tiago e João são impedidos de incendiar um povoado que não quis receber Jesus

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*ATUALIZANDO:* A Igreja em favor da paz e não violência.
*ENTENDENDO* 
Aproximando-se o tempo em que Jesus devia ser arrebatado deste mundo, ele resolveu ir a Jerusalém e enviou Tiago e João à frente para preparar hospedagem. Um povoado samaritano não quis receber Jesus. Tiago e João fizeram uma proposta ao Mestre: “Senhor, queres que mandemos que desça fogo do céu e os consuma?” Jesus rejeita a proposta e diz que “não veio para perder as vidas dos homens, mas para salvá-las”. Durante a viagem alguns se ofereceram para segui-Lo, mas Jesus os foi conscientizando das dificuldades que passariam: “As raposas têm covas e as aves do céu, ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. A outro que pediu para sepultar o pai, Jesus disse “Deixa que os mortos enterrem seus mortos”. Jesus convidava o povo a se tornar discípulo, mas não forçava, pois a liberdade de cada pessoa devia ser respeitada. Sem liberdade plena, o seguimento a Jesus não cria raízes consistentes no coração, a ponto de transformá-lo em coração de discípulo. A tentação de pressionar as pessoas levou os discípulos Tiago e João a recorrerem à violência e incendiar o povoado samaritano. Caso Jesus aceitasse a proposta, daria a entender que o Deus anunciado por ele, seria um deus impaciente e incapaz de respeitar o ritmo lento de algumas pessoas, no processo de conversão. O nosso Deus é paciente e misericordioso, pronto a esperar o momento de ser livremente acolhido (Lucas 9,51-62).
*A IGREJA EM FAVOR DA PAZ E NÃO VIOLÊNCIA*
O motivo maior da promoção da paz é a superação da violência em todos os âmbitos da vida. De fato, o inimigo da paz não é a guerra, mas a violência, da qual a guerra é apenas uma das formas. É o caso típico da realidade brasileira. Mesmo sem guerra, a violência direta no Brasil mata cada ano mais do que a maioria dos países em guerra. O Brasil é a prova trágica de que a violência, mesmo sem uma guerra é a verdadeira contradição à paz. E essa violência é uma cultura que pode ser mudada em cultura de paz. A paz consiste essencialmente na superação da violência, na transformação criativa e não violenta dos conflitos, numa boa relação consigo, com os outros, com a natureza e com o totalmente outro. Assassinatos, assaltos, agressões físicas ou verbais, violações, discriminações, dentre muitas outras, são formas de violência pessoal e direta. Além dessas, existem ainda as estruturais e culturais e, claro, as guerras. As relações saudáveis expressam a abrangência da paz e não violência (Trechos de artigo do teólogo Érico Hammes – PUC/RS).
Padre Rosivaldo Motta
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