A liberdade vem dos livros ou das armas

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O mundo assistiu apreensivo a tomada do poder no Afeganistão pelo grupo radical totalitário Taliban. Utilizando-se de justificativas filosófico-religiosas promovem a guerra e a destruição, sexismo e separatismo em diversas comunidades da Ásia e da África. Esse não é o primeiro evento do tipo de que se tem notícia na história da humanidade. Mesmo em sociedades consideradas politizadas, grupos utilizam-se de bandeiras religiosas para pregar uma falsa superioridade, autointitulando-se detentores da verdade.

Os discursos são vazios e repletos de frases de efeito que não resistem à lógica e ao bom senso. Por isso mesmo, uma das marcas principais desses grupos é colocarem-se contra a educação crítica. Queimam livros e impõe um sistema educacional alicerçado na submissão e na obediência. Criam mentes que acreditam sem entender e obedecem sem questionar.

A mensagem do Alcorão, livro sagrado islâmico, exalta a obra divina e coloca o amor como chave para a salvação humana. A mensagem de Jesus é ainda mais clara dizendo que “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. A revelação divina tem sido derramada sobre todos os povos em diferentes épocas para lembrar e conduzir os seres humanos ao amor divino. De formas diferentes, utilizando os recursos disponíveis na cultura de cada povo, a mensagem direciona todos para a mesma necessidade – amar.

O Espiritismo, ampliando e explicando as informações trazidas por Jesus, nos dirá que a fé não pode ser imposta aos outros. Exalta-se então a fé raciocinada que caminha ao lado da ciência e consegue libertar as consciências. Deve-se acreditar no que aprendemos e agir sabendo o que é melhor.

A religião não deveria ser justificativa para a guerra. Impossível aliar a figura de Deus ou o evangelho de Jesus às mensagens de violência, segregação, superioridade de raça ou terrorismo. Jesus, o personagem que nos ensinou a oferecer a outra face frente à violência, não pode ser comparado a conquistadores sanguinários.

Com Jesus aprendemos que a coragem real está em não resistir ao mal. Aquele que usa de violência é alguém que não conhece o poder do amor. O amor que criou o universo e que transforma as criaturas. O ser humano que decide-se pelo contato superior com Deus estará sempre aberto para encontrar seu semelhante. Entender-se como filho de Deus é também assumir que todos somos irmãos.

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